Audiência Pública debate a Previdência social e Educação

O presidente da Câmara Municipal de Vitória (CMV), vereador Cleber Felix (PP), recebeu representantes do Sindicato dos Professores para discutir a Reforma da Previdência e o impacto dela junto a classe trabalhadora em especial os professores. O debate foi nesta terça-feira (13/08), no Plenário, e contou com a palestra da economista Tamara Siemmann Lopes, técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da secção de Santa Catarina.

Além do presidente e de Tamara Aguiberto Oliveira Lima, participaram da mesa de debates os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) Aguiberto Oliveira Lima e Mirna Danuza.

Para o diretor do Sindiupes, Aguiberto Lima, o exercício do direto previdenciário vai além da aposentaria, mas também diz respeito à saúde e as condições de trabalho dos servidores. “Queremos descortinar a questão da previdência que se inicia no momento em que você se institui como servidor e não apenas na aposentadoria”, disse.

A diretora do Sindiupes Mirna Danuza assentiu. “Dentro da escola, estamos sofrendo. Temos que resgatar uma forma de combater a perseguição e o adoecimento que estamos sujeitos por estarmos sendo forçados a fazer o que não nos cabe. Se não nos unirmos enquanto profissionais, não seremos vencedores dessa batalha”, destacou.

A economista Tamara Siemmann Lopes, técnica do Dieese - Santa Catarina iniciou sua fala apresentando o Dieese, que foi fundado e é mantido pelos sindicatos e é patrimônio da classe trabalhadora. Depois ela detalhou as alterações que a Reforma da Previdência trouxe para os trabalhadores.

Tamara falou da possibilidade de capitalização da previdência, que trata-se de transformar a aposentadoria em produto financeiro. “Na capitalização você vai num banco e vai comprar sua aposentadoria e se não conseguir, terá uma aposentadoria de fome. Um grande problema da privatização da aposentadoria é que ela fica sujeita às crises econômicas”, alertou.

Sobre legislações previdenciárias específicas para municípios e estados, a especialista acredita que isso vai gerar um desnível entre os estados.

“Outra situação é quando os governos estaduais e municipais, em vez de contratar servidores efetivos, contratam temporários para substituir os que se aposentam. Os servidores temporários contribuem para o INSS e não para o regime próprio”. Aumentar o número de pessoas contribuindo que faz com que a previdência tenha sustentabilidade.

Para ela, não é a previdência que “vai resolver a economia e sim, medidas que propiciem investir em ciência e tecnologia, fazendo a economia produzir mais e melhor, com menos pessoas”. “Se a reforma passar como está será uma grande derrota para os professores”, afirmou.

Alguns representantes dos professores se manifestaram. Rafael Brizoto, por exemplo, alertou que está faltando mobilização da categoria. “Estamos enfrentando o pior governo da história do Brasil, que vai de encontro a tudo que queremos. Precisamos nos mobilizar”, disse.

Aguinaldo de Souza concorda. “A pauta só se viabiliza com atitudes. Temos que discutir ações. Não é com disputas políticas que vamos resolver a situação”, disse.

Para Zoraide Barbosa, a Educação está sendo atacada. “Estamos sofrendo um ataque seríssimo à Educação. Não só na questão dos recursos, mas também a nós, professores. Chegamos ao cúmulo do presidente mandar que fossemos filmados!”

Promover a união é a atitude que Mirna Danuza sugeriu. “É momento de nos unirmos, por maiores que sejam nossas diferenças. Vamos fazer assembleias, convocou. “Muitos de nós ainda apoia esse presidente e acha muito legal essa previdência. Temos que acordar essa categoria. Parece que estamos desunidos, mas na hora da luta, nós vamos lutar juntos”.

O diretor do Sindiupes, Aguiberto Lima se prontificou a realizar uma série de assembleias. “É preciso que se reconstrua essa relação com a base para irmos efetivamente à ação. Nesse sentido, queremos propor ações após essa audiência para fecharmos uma agenda de assembleias”.

O presidente da Câmara de Vitória, Cleber Felix, encerrou a audiência pública destacando a importância da continuidade do debate e agradecendo a presença de todos, que mesmo com a dificuldade de transporte por conta da greve de ônibus, conseguiram vir para a reunião.

Texto: Fátima Pittella

fotos: Nadine Alves e Rhuan Alvarenga 

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Data de Publicação: terça-feira, 13 de agosto de 2019

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